quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

feliz ano novo

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"...é com um pouco de antecipação por razões de logística que vos venho desejar uma entrada perfeita no novo ano que aí vem... que ele vos traga tudo o que desejardes mas que, e em primeiro lugar, o amor inunde os vossos corações... um abraço sentido e de gratidão por tudo o que me deram neste ano que agora acaba..."

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

laranjas


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...as laranjas anunciam um novo ano que se aproxima...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

natividade


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"...torna-se apenas num desejo breve mas sentido... num sentir de dentro para fora, de mim para todos vós... é um querer que a paz vos envolva, que a luz vos ilumine e que a harmonia se instale nos vossos corações... não um natal de rabanadas ou de outros doces, mas um natal de renascimento em cada um de nós do ideal do Amor, em nome dele e que ninguém se esqueça que, apesar de tudo, amar é e será sempre o único caminho!..."

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

hoje

"...hoje é apenas mais um dia como tantos outros... hoje é apenas mais uma sexta-feira de tantas e tantas outras que passaram e ainda irão passar... hoje é apenas mais um dia nas nossas vidas... hoje é apenas, hoje!... Nada há a dizer sobre ele a não ser que hoje é o momento que estamos a viver porque ontem já não existe e o amanhã não sabemos se virá... cada um de nós refere o seu próprio "hoje" das formas mais diversas e por motivos diferentes; uns, amanhã recordarão o hoje com um sorriso, outros infelizmente talvez com uma lágrima... mas isso será apenas amanhã e o que está em causa hoje é o dia de hoje... e, hoje, sinto-me vivo e vou tentar cada vez mais viver cada momento mais intensamente para que possa ter em todos os "hojes" o meu sorriso aberto e a alma alegre por saber o quanto te amo!..."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

beatriz


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...e porque hoje, a minha neta, faz 9 anitos, como não podia deixar de ser, lhe deixo aqui um beijo enorme e uma das minhas preferidas rosas, a dourada, porque dourados são os seus cabelos...

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

poetar

"...eu queria compor um poema para ti... queria dedicar-te amor, a mais bela poesia que exprimisse a nostalgia das horas longe de ti... queria dizer-te quão triste é o ciúme que persiste e em minh´alma penetra... oh se eu fosse poeta!... Eu queria cantar o suavíssimo calor do teu olhar e depois rimar com o nosso amor... oh se eu fosse poeta!... Em estrofes dir-te-ia que és o sonho, és a magia que meu coração desperta... e cantaria no final um grande amor sem igual que em sonhos flutua... e com ternura e com paixão dar-te-ía o meu coração amando-te com todo o ardor, pois tu és somente o meu poetizar de amor!..."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

90 anos, bonita idade


...faz hoje, a mulher que no passado dia 8, há 60 anos atrás, me deu à luz, me trouxe a este mundo e tratou de mim... actualmente, sou eu que trato dela... devo-lhe isso... e um beijo grande de parabéns pela idade que completas hoje...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

agradecer

...a todas as pessoas que, de qualquer forma, ou por mail, ou por mensagem, ou por telefone ou aqui, nestes amáveis comentários, tiveram a gentileza de me desejar os parabéns pela passagem do meu aniversário... a todos eles o meu obrigado não só pelo acto em si mas também, e sobretudo, pela afirmação de amizade que ele deixa transparecer...
...queria, porém, aproveitar este post para referir que hoje, dia 9, há um ano atrás, nascia um blog "apadrinhado" por mim, o
Tijolices da nossa querida Mitsou que por ter sido ao longo deste ano que passou uma presença constante de alegria, optimismo e ternura, não só pelas suas palavras como também pelas suas músicas e as suas "gatices", me permite afirmar que preencheu um espaço importante nas nossas vidas e que, por isso, lhe deixo aqui o meu beijinho de muita ternura e carinho pela data que assim comemora...
...um bem haja a todos pela vossa presença e pela vossa amizade...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

aniversário


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“…durante o meu percurso até aqui, onde nos últimos anos tive a vossa amável presença, aprendi algumas coisas; uma delas foi, sem dúvida, que amar é o caminho… se morresse hoje e me fosse dada a possibilidade de pronunciar umas últimas palavras, diria que tinha valido a pena amar!...”

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

reconhecimento

"...foi numa daquelas ocasiões em que, inserido no grupo que servia as tais refeições aos sem-abrigo, a conheci... conheci-a em dramáticas circunstâncias... estávamos a preparar uma das nossas rondas colocando as coisas dentro da carrinha quando um chiar de travões nos alertou para o inevitável... o estrondo ecoou por entre as árvores daquela rua e um guichar forte se seguiu... era uma cadela rafeira mas de grande porte, pêlo liso amarelo beje e o seu corpo veio ter com o grupo... depressa se arranjou um cobertor para a embrulhar e rapidamente retirámos as coisas de dentro da carrinha e a depusemos lá... levámo-la estilo ambulância em direcção a uma clínica veterinária ali perto da zona onde estavamos... fui eu mais um casal amigo que deu o nome da nossa instituição como responsável pelo animal... e assim a deixámos lá ficar... os dias passaram e senti necessidade de fazer uma visita à cadela internada... lembro-me que as Médicas Veterinárias me perguntaram o que eu pretendia e eu apenas disse que queria visitar uma doente mas nem sabia quem era nem onde estava... disseram-me para entrar e procurar... no meio imenso de diversas gaiolas cheias de doentes, uma cabeça grande de olhos brilhantes se levantou e me fixou... era ela... aproximei-me e falei com ela... a sua cauda abanou e quando lhe estendi a mão ela me lambeu, lambeu como se precisasse do sabor a sal da minha mão para sobreviver; mas não era esse o caso: estava apenas a agradecer; eu soube-o ali que ela estava apenas a agradecer a única visita que tivera... hoje, não sei a propósito de quê, lembrei-me dela... para terminar informo que passados mais uns dias ela teve alta e a instituição adoptou-a... mas, naquele momento senti que os animais sabem agradecer sem dizerem uma única palavra..."

sábado, 3 de dezembro de 2005

noites

"...dou por mim, às vezes, a lamentar a minha situação numa espécie de resignada forma de aceitar o que tenho de enfrentar; outras vezes, quase entro em desespero por me sentir incapaz de resolver o problema; ainda noutras ocasiões, sorrio e enfrento... existem lágrimas por vezes porque apenas o amor me traz o sorriso... então, há sempre alguém que me segreda que há sempre outrém que está em piores circunstâncias... eu sei que isso não me alegra mas faz diminuir a tensão... então, recordo aqueles anos em que andei a acompanhar aqueles grupos de assistência aos sem-abrigo... recordo e sinto o frio que eles sentiam... recordo e vejo o sorriso deles ao receber a sopa quente, o pão, o leite, o cobertor e tantas e tantas outras coisas que lhes dávamos entre a meia noite e as 3 das madrugada aos fins de semana... recordo e vejo-os deitados nos vãos de escada, debaixo das arcadas, embrulhados em caixas de cartão, com a cara tapada para que o bafo da respiração os ajudasse a aquecer... recordo e vejo-os sós, de olhos brilhando nos meus olhos, e eu apenas estendia a mão para entregar o que podia entregar... a raiva instalava-se dentro de mim por não poder gritar ao mundo aquele sofrimento... a dor deles passava para mim por eu não poder fazer mais nada... ali ou aqui bem perto no meu Porto, nas ruas, nas praças, nos recantos, nos jardins... na verdade, o meu problema actual não é nada se comparado com aquele sofrimento... dei um pouco de mim naqueles tempos, naquelas noites em que descobri o meu Porto que desconhecia... amei a dor tentando minimizar a dor deles... naquelas noites aprendi que também era possível amar, sofrendo... naquelas noites aprendi o que não sabia ser possível aprender... hoje, num dia frio e chuvoso, lembrei-me deles e aprendi que afinal o meu problema é de somenos importância..."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

o nome do meu amor

"...desce-me pela garganta o sabor do seu nome... entra-me pelos olhos a visão do seu nome e todos os meus sentidos percebem o seu nome... é como algo físico em si mesmo elaborado e expresso em sabores diversos... são sentidos como formas de ternas ocorrências nos momentos em que o seu nome é pronunciado... não é só o ouvir que me delicia, é também toda a sua forma e todo o seu significado... nada tem de extraordinário... é tão simples, tão normal e tão suave... de tudo o que ele é formado, é apenas uma única coisa mais: é o nome do meu amor!..."

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

abraço

"...o abraço é entre as mesmas pessoas, com os mesmos gestos, com os mesmos braços, com os mesmos corpos, entrelaçados num beijo onde o desejo impera e a ternura penetra os sentidos... o abraço é forte, vivenciado e vivido... mas sempre igual ainda que na diferença do da chegada e do da partida..."

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

advir

"...é, talvez, nos momentos que julgamos mortos que lançamos a semente da nossa imortalidade..."

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

abuso


...da vossa paciência com mais outra das minhas rosas...

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

obrigado

"...por todas as demonstrações de amor, amizade e carinho que me foram dispensadas no post anterior... obrigado pela vossa presença... obrigado por existirem, por estarem aí, desse lado, do lado de lá de mim, daquele lado que gostaria fosse não uma outra sala mas apenas um espelho, onde todos nos revíssemos de igual para igual, num clima de luz, de paz e de harmonia... é esse (e será sempre) o meu voto, aquele em que continuo a dizer para não esquecerem que "Amar é o caminho"..."

sábado, 19 de novembro de 2005

2 anos


...completa hoje o segundo aniversário este espaço de lobices... pretendeu sempre ser um espaço de palavras sentidas pelo meu coração, aberto para todos vós e com todos vós cá dentro... um espaço de palavras e imagens vividas por mim e de mim para vós... agradeço a vossa presença e escrevo aqui hoje que apenas vos desejo a felicidade que me cerca, em que vivo e que com todos partilho... e, não se esqueçam, que amar é o caminho...

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

123

... rosas para ti, meu amor, uma por cada dia ...
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segunda-feira, 14 de novembro de 2005

palavra

O meu post da passada sexta-feira, terminava assim:
"...é isso que sinto, é isso que vivo neste meu tempo de agora, neste meu momento de estar na vida... amo e sou amado..."
...hoje, apetece-me apenas escrever meia dúzia de palavras; nada de especial; simples e sem floreados, sem rimas ou outro tipo de sombreados; aquelas formas que dão às palavras o sentido que queremos mas que, ao mesmo tempo, as embelezamos com serenos verbos ou calmos adjectivos... não, hoje quero apenas escrever palavras sobre sabores e saberes afectivos... aqueles que se vivem quando se ama e se é amado... nem é bem a palavra que procuro, talvez até nem exista, mas tenho-a aqui comigo e, para além dela, tenho o saber absoluto de que quem amo e por quem sou amado, também a conhece... basta-me então essa palavra, basta-me então, talvez e até, apenas a sua sonoridade... uma palavra simples e ao mesmo tempo enorme... hoje, apetece-me apenas dizer: "Tanto"

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

amar

"...um pequeno mote me foi dado: «...o amor no outono da vida, vive-se como se fosse uma primavera florida...»... nada mais verdadeiro, mais sentido e tão claro... amar é tão simples; é sentir apenas o presente da dádiva que podemos fazer da nossa entrega de nós mesmos a nós próprios e aos outros... amar é ser e estar aqui e lá, onde quer que esteja quem se ama... é ter, dentro do coração a magia do saber tão límpido de que amar é pura emoção e que com ela podemos transformar não só o que somos mas também o que nos rodeia... é isso que sinto, é isso que vivo neste meu tempo de agora, neste meu momento de estar na vida... amo e sou amado..."

terça-feira, 8 de novembro de 2005

encontro

"... o tempo demasiadamente lento... as horas e os dias demoram eternidades... sente-se a pressa e as saudades... é preciso que as horas voem... é preciso que a manhã do dia seguinte surja rápida com a certeza de mais um dia que passou... é menos um dia na contagem voraz de quem sente desejo de um novo encontro para sentir a tal paz... a serenidade do abraço que nada tem de sereno mas de forte, de pura ternura e ao mesmo tempo de paixão... rege-se então a dádiva da presença... gostosa... imensa... e os corpos se abraçam num rodopiar sem fim, num beijo prolongado, doce, com sabor a jasmim... e a ternura e o amor não termina ali... prolonga-se na alma do sentir que se ama... perde-se então a noção do tempo que se ganhou na espera... é um momento mágico aquele em que enlaçados, deixamos de ser o que somos para passarmos a ser o beijo de um tão doce e eterno desejo..."

domingo, 6 de novembro de 2005

sonoridades

"...amo-te demais..."...também te adoro tanto...": Palavras que são as que queremos que sejam... palavras que não soam em vão e que tanto gostamos de dizer e de ouvir... palavras que ecoam ao longe de um certo porvir ou quem sabe, de um querer determinado e preciso... palavras que fogem ao nosso controle... palavras que surgem breves e por serem doces se tornam eternas... palavras que quero sejam gritadas, corridas, serpenteadas, luzidas e mesmo assim, palavras sentidas... palavras que nos vão dentro da alma e não palavras ocas, desprovidas de teor... quero que as tuas palavras e as palavras minhas, sejam palavras paridas de dentro de nós gritando o amor!...

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

sorrir

"...é um cair leve de neve... é um sopro quente de brisa... é um suspiro de uma alma pura e serena... é algo de belo e perene... é um ardor mascarado de asas finas e plumas de seda nua... descendo de quem e de manso desce sobre alguém... traz nele a beleza do infinito... a alegria estampada no rosto, se lhe deres um sorriso..."

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

amor

"...o amor pode ser muito pequenino mas é como a gota de um rio que corre para o mar e em cada gota, desse rio que corre para o mar, há a respiração fortíssima do oceano..."

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

desenho

"...desenhei meu corpo nas águas profundas do rio que em mim corre e nele me percorri em tons de azul, cor do céu que nunca morre... desenhei minha alma nas ondas do poderoso mar que fora de mim se move e nele a desenhei em tons de branco nobre, leves, mas sóbrios... desenhei meu corpo em minha alma e a mistura se fundiu em tons vermelhos de puro sangue... e minha alma, pária de si própria, desenhou no meu corpo a felicidade de se saber comigo e não mais solitária... desenhei, por fim, no mais profundo de mim, um campo de flores, de todas as cores, exalando todos os perfumes, completamente preenchidas com todas as vossas dores..."
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(escrito em 1960)

domingo, 30 de outubro de 2005

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

luminosidade


"...do meu sul me chega, através da vidraça da minha porta, neste meu canto sentado a escrever estas palavras, a luz imperfeita de um sol que teima furar o enevoado céu... quis apenas registar o momento..."

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

words

"... houve um momento durante o qual as palavras lidas não me faziam sentido... era como se eu estivesse a ler algo que nunca tivesse lido mas ao mesmo tempo conhecesse em absoluto o seu teor e, daí, a estranheza de as ver ali... aos poucos, elas começaram a ter vida ao descobrir que mais não eram do que palavras que descreviam o meu próprio eu... reparei então que me desconhecia; se não as estava a entender é porque não me conhecia... sensação dura a de me ver ali estampado e dizer que de tão cego que estava não me estava a ver... sem aquelas palavras, possivelmente morreria sem me descobrir... hoje, exulto de alegria por me saber ali, nelas retratado e aqui, nelas vivo... obrigado..."

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

marado


(...sem legendas...)

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

cristiana

...Cristiana veio a seguir ao Nuno (meu primogénito)
...faz hoje 34 anos que me deu a alegria de ser pai mais uma vez
...longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
...sendas percorridas com risos e lágrimas
...metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
...com esperança no peito e um sorriso na alma
...parabéns filhota!
...um beijo muito grande

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

momento

"...Há coisas que se devem guardar... Fixá-las bem dentro de nós e guardá-las para todo o sempre... São momentos que não mais vamos esquecer... Ontem, tive um desses momentos e quero-o guardar bem dentro do meu coração... São daqueles momentos que só nós mesmos podemos aquilatar da sua força, do seu tamanho, da sua grandeza, do seu poder, do valor que têm e do bem que nos fazem... Esse momento é meu... Está aqui guardado bem dentro do meu coração... Feliz..."

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

perdoem


"...eu sei que uso e abuso das minhas rosas... mas hoje, mais uma vez, não resisti a esta beleza de um amarelo interior para um branco exterior... faltou-lhe apenas uma réstea de sol... mas tem todo o meu amor..."

terça-feira, 18 de outubro de 2005

acima


...de mim... da terra... do chão... a paz... a bio-comunhão...

domingo, 16 de outubro de 2005

antever

“… o teu corpo de doce rosa doce, deitado no leito, de pura seda acetinada feito, exalava o perfume perfeito… deixava antever, sem te tocar nem sentir, o esbelto prazer de olhar para ele e bastar sorrir… mais não seria necessário se a força do desejo se quedasse por ali… mas a languidez da libido perfurava todo o sentido em te possuir… aproximei-me de ti sem te olhar e sem que me visses… era apenas um desejo que bastava que sorrisses para que eu parasse e não prosseguisse… mas os teus lábios carnudos abriram-se em pétalas desnudos e me sorriram num convite perfeito… o ardor estava ali, a teus pés e meu corpo teceu o desejado amor de tudo o que depois aconteceu… volteámos a alma, os sentidos, a voz rouca, o arfar da pele, o toque no teu mar e o saboroso doce a mel… perfurei tuas entranhas em doces movimentos com forças tamanhas que te fizeram sugar teus próprios gemidos… a doçura perdura dentro de nós e antevê-se nos nossos olhos o desejo de, novamente, a sós, voltarmos a ser um só corpo e um só desejo num derradeiro lampejo de profunda paz… o deleite do amor que ele nos traz…”

sábado, 15 de outubro de 2005

sentimento

...penso que não será abuso postar, mais uma vez, uma das minhas rosas brancas, quando quero apenas dizer que estou:
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...FELIZ...

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

guilherme


...e porque hoje o meu neto mais novo faz 4 anitos, aqui fica um beijo muito grande (como o sorriso dele) deste avô babado...

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

enlevo

"...Toco-te com o meu olhar... Beijo-te leve com os meus dedos... E sinto teu doce palpitar... Num corpo cheio de medos... Olho-te com minhas mãos... E teço perfumes no ar... Onde ouves meus sussurros... Dizendo que te quero amar... Em teu rio que vem desse mar... Em tua Lua que me leva o luar... Nesse Sol que de tanto queimar... Me aquece a alma deste chorar... Perdido na sombra do querer... Acordar e olhar e te ver... Queda e bela a sorrir... Em borboletas que volteiam... Teus ombros de seda a cobrirem... Meus braços que te amparam... Tua face rosa doce que me ilumina... Este querer intenso deste sonho... Que ouço breve e depressa termina... Mas que duma esperança serena... Num eterno desejo em mim domina..."

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

ramo


"...um ramo de flores... um arco íris... um anagrama de amor..."

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

sorriso

"...que o sorriso renasça das cinzas frias da vossa tristeza... que o sorriso vos aqueça... que o sorriso vos amacie... que o sorriso não feneça... que o sorriso na vossa face vos propicie a leveza da alegria de se ser e estar tal como somos... que o sorriso receba as lágrimas que vossos olhos brotam... que o sorriso se alargue a novos horizontes da vossa memória... que o sorriso seja límpido, cristalino, suave, doce... que o sorriso vos limpe a mágoa... que o sorriso sirva para vos sentirdes vivos... que o sorriso, por fim, faça outro alguém sorrir também..."

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

ausente


"...sinto-me ausente de mim na presença constante do outro eu que me habita... sei que, quando quer, ainda hesita mas persiste na dual sensação de me conquistar ou repudiar... não sei como lhe ripostar, se com força ou se me deixe levar... deixar-me levar nos seus sonhos e perder as minhas realidades ou, pelo contrário, aperar-me na realidade e deixá-lo a ele sonhar sozinho... estranho caminho este de se ser uma presença e estar ausente dela ou será que sou uma ausência presente em mim mesmo?... Vou tentar descobrir e se nada encontrar, então vou-me rir de mim mesmo, rir às gargalhadas das presenças alheadas ou das ausências que me são apresentadas... tanto faz... qualquer delas me traz a quietude inquieta da minha própria ausência presente..."

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

merecimento


"...Ama-se mesmo quem não nos ama e nos quer deixar... É na paciência, na persistência que se mede o amor... Amar é escolher amar... Depende de quem ama e não de quem é amado... Depende do esforço e disponibilidade de quem ama... Ninguém merece ser amado, porque ninguém pode deixar de merecer ser amado..."

terça-feira, 4 de outubro de 2005

amarar


"... lanço-me inteiro no teu ventre dolente quente suave e virginoso... não me sinto lesado nem pecaminoso... leve e dourado nas tuas calmas águas ora lentas ora frementes... sinto-me vogar de mansinho na tua ternura, no teu carinho, no teu ser perene de quem à noite, sozinho, no seu recanto, vê fogo extinto, cinza fria... sou areia espraiada em teu manto... leva-me o sonho, ora belo ora medonho, num sentir que ainda amo esse teu ondular tão lindo e tão calmo..."

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

amante

Basta ficar em pé, deitada,
Desperta, adormecida, de qualquer jeito,
Para recebe-lo.
Ele chega de qualquer parte, do horizonte,
Da noite, da semente das estrelas.
Vestido de vento,
Suas brisas esvoaçam...
Dos lábios emanam chamas perfumadas
E me beija na testa e me marca
Com gravação de candura
Se está na Grécia, ao redor de Safo,
Ao ouvir meu chamado, dali ausenta-se
Suas mãos desabam sobre o meu corpo
Orquídea de carícias em espiral.
E me afaga por dentro.
Alcança cada princípio da raiz dos meus cabelos,
Desliza até a guia dos meus pelos,
Imanta-me e o sangue arrepiado vai e vem.
Tudo gira mas o tino não se desvia.
Nada se obstrui.
A fronte desvela sua aurora.
Ele está na órbita da minha cabeça,
Sua sombra pousa luz nos meus ouvidos,
No nariz, nos olhos; amadurece minhas faces;
Passa pelos dentes esmaltando o sorriso;
Esquenta a língua;
Fere o diapasão da voz;
Faz esticar a pele dos tambores;
Até o limite da atmosfera, confere a afinação dos pássaros;
A acústica das águas;
Repassa o som das conchas;
O silêncio das folhas orvalhadas,
As notas baixas do altivo bambu;
O soprano da haste do capim;
Os sons da chuva caindo por sobre a madeira verde.
Influi na intensidade das vagas na minha aura,
Na rebentação das praias,
Nas pororocas, na piracema;
No tempo propício ao acasalamento dos insetos;
E no cio das gatas no telhado,
Das cadelas cortejadas por matilha rabugenta;
Ajuda na distribuição do pólen para a fecundação das flores;
Despeja seu hálito na masturbação das virgens
E gradua a paixão das noviças, futuras esposas de Cristo.
Suave envolvimento ele permite ocorrer em minha nuca,
Por trás dos lóbulos das orelhas

Massageia meus tímpanos com seus beijos;
Suas aragens incendiadas roçam meu queixo;
Esticam-se até os lábios e esquece ali um beijo;
E desaba pesando como espuma,
Demolindo átomo por átomo...os ombros;
O torso; ateia fogo nos elétrons dos meus mamilos;
Golpeia as costas com a marreta de suas pétalas;
Jasmins, lírios, cravos, rosas e musgos rebentam pelos flancos.
Anticólica desenfernizo a barriga;
Põe lenha na cadeira do meu plexo solar;
Meu coração arfa, contrações da rede pulmonar;
Implosão nas costelas;
A espinha de cobra da coluna vertebral reveste-se de peçonha;
Insinuo sob a pele o rastro de um silvo;
Arremesso a bifurcação da língua como tênue fita de linfa;
Apoia a cabeça da esfinge na maciez pinicante da púbis
Quais cisnes enamorados, entrelaçam-se tesão e pênis
Dentro, cascata e vulcão, iceberg e vapor;
Humores do pântano, galvanização do prepúcio;
Por trás da aurora, súbito mal de parkinson

Concentra-se em minha nádega;
Glândulas fora dos eixos, planetas desalinhados,
Estou completamente a espera;
Adjetivos nas coxas, conectivos dispersos pela vulva;
Uma aliteração apressa o desabrochar do clitóris.
Encavala-se nos meus ombros;
E mexe, e suspira e mexe;
A fenda quente, punhal em mim...
Abre-se mais descendo pelas costas;
Num impulso deixo-me penetrar.
Desde minha coroa;
Como regresso ao útero.
A membrana circular avança pela testa;
Toldo os olhos, cedo um pouco devido ao plano
Inclinado do nariz;
Retorno da onda para ganhar impulso;
O avanço atinge a manhã envolvendo o pescoço.
A partir desse ponto serpente engolindo a presa;
O ato é mais doloroso, inspiração em histeria;
Dificuldade para se encaixar nas omoplatas;
E de graça me rendo pela santa experiência;
Porque já me reveste como casca e luz;
Fonte profunda, termas de súlfur, gás, pureza:
Adianta-se casulo retardando a borboleta.
Já está quase no umbigo.
Mastigação impossível da ausência de gengivas;
Só tecido e húmus;
Ruminação vagarosa da flor carnívora;
Efervescência da pélvis;
E o silêncio amplifica um concerto;
Engole a parte glútea.
Tritura as coxas; desloca as rótulas;
Eteriza fêmur e raízes venais, poros;
Macera canelas, amacia calos e calcanhares...
Para vencer o limite dos pés;
Inteiro me comprime e me espreme;
E jardins escapam pelo hiato das respirações;
O sol enlouquece desejando enforcar a noite;
Ele mexe o tempo, embaralha as estrelas;
Realizamo-nos selo mútuo;
Jamais me libertarei, e ele, por sua vez;
Está fadado a me possuir até que eu morra;
Quando enfim este meu amante me fará imortal;
A que ora engendro e adoro, servo fiel
De quem também sou cativa, senhora sua;
Com quem eu gozo e depois me abraço
Até brotarem glebas de fungos e lodo entre nós;
A luz envelhecida pousa em cada conjunção;
Abandonando a sombra de diamante em cada imagem;
E contas de cristal nos termos de comparação;
Este homem que para falar seu nome;
Preciso perfumar a boca e lustrar as botas da garganta;
Este homem para quem me guardo...
Este homem para quem me entrego...
Este homem, por quem sempre esperei....

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(from: M. V. Virgino)

terça-feira, 27 de setembro de 2005

paragem


"... preciso regressar à infância, ao silêncio, à distância... preciso regressar ao início como quem precisa de começar de novo... preciso regressar ao som da lembrança onde a minha mente se senta e descansa... preciso parar um pouco e largar esta tremenda ânsia de viver... deixar-me ficar, não ir, ser apenas e ouvir... o marulhar das ondas e o nevoeiro trazido pelo vento norte que varre a areia para sul e com ela leva a minha alma, lavada, límpida, calma... preciso regressar à minha paz, sentir-me liberto, atento e aberto a tudo o que o destino me traz... vou partir por uns tempos à procura de mim: voltarei quando me encontrar..."

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

outra vez


segunda-feira?... Chiça!... De que é que me valeu ter passado o fim de semana de papo para o ar a tratar do bronze?... Perdi aquele pardal espertinho; tão bem que me teria sabido um pardalito no churrasco!... Bem, mas também não se pode ter tudo... E, olhem lá, já agora: alguém vos mandou acordar-me?...

domingo, 25 de setembro de 2005

sorte


a minha este fim de semana o Kiko ter passado o tempo todo de barriga pró ar a bronzear-se; que alívio o meu, chiça!...

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

seus invejosos


Façam como eu... aproveitem este Sol... olhem o meu bronze!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

equinócio do Outono


"...hoje começa uma nova estação, a do Outono... o cair da folha não significa a morte nem o fim... o cair da folha sobre a terra seca irá apodrecer com as primeiras chuvas e dessa forma fertilizar a terra-mãe que, assim adubada, fará crescer mais uma vez, as novas folhas que na próxima Primavera nos anunciarão um novo ciclo... na vida, tudo é assim... tudo é uma mudança, um contínuo crescer... um estar... um desejo de viver..."

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

sentimentos


"...hoje não ía postar... sentia frio... e havia névoas... por outro lado não tinha inspiração e as musas não me estavam a ajudar... mas há sempre um mas e, por vezes, por razões que a própria razão não compreende mas que não deixa de ser uma razão, o óbvio surgiu e uma necessidade de paz veio pairar sobre mim... e bastou apenas uma verdade, por mais dolorosa que ela possa parecer ser ou mesmo até ser, para que essa paz surgisse através da razão... e, com amor e por amor, entendi que uma rosa branca foi, é e será sempre um sinal de pacificação..."

terça-feira, 20 de setembro de 2005

determinismo


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"...tentei, com a minha mão quente, dar-lhe um sopro de vida mas ele já estava prisioneiro da morte... fez, assim, a sua última viagem... deve ter sonhado que a morte era uma mão quente a abraçá-lo com amor..."

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

esconderijo


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"...na incerteza de um amor naufragado... nas mansas águas do teu rio revolto... em densas brumas de vontades ... ousei olhar a minha alma como dona da minha certeza... na efémera busca da eterna beleza... no olhar terno de teus lábios... ou no beijar ardente de teus olhos... deleitado na ânsia da posse... emparedei-me dentro do meu próprio ser... ousei usá-lo como armadura contra o meu medo... contra o medo desmedido de te perder... mas imbuído de todas as forças... descobri-me perto do teu corpo... e me lancei completo e sem cansaço... nos teus braços abertos ao abraço... que tanto busco como o meu único porto..."
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(photo from CurtisNeeley.com)

domingo, 18 de setembro de 2005

pensamento


"...a imagem não é minha mas também não sei de onde ou de quem é... porém, espelha bem aquilo que às vezes eu penso sobre a inteligência animal... aquilo que eu vejo no meu Black ou no meu Kiko e esta foto faz-me lembrar aquela frase: "One penny for your thoughts"..."

sábado, 17 de setembro de 2005

destino

"...e se essa noite tiver de chegar, olharei o céu e contarei as estrelas... no meio de todas elas, uma será minha: o meu destino!... abraçar-me-ei a mim mesmo num derradeiro abraço e olharei a minha nudez... vestirei o frio da noite como de uma túnica se tratasse e respirarei a sombra do luar... olharei à minha volta numa última busca de mim e direi adeus à minha paz... partirei nas asas do sonho que foi meu e deixar-me-ei vogar na certeza da chegada ao meu destino... se essa noite tiver de chegar, sei que nessa noite amarei uma última vez..."

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

insano

"...não sei ser loucura mas hei-de tentar rir quando todos esperarem que chore... tentar chorar quando todos esperarem que ria feliz... tentar pasmar com as coisas mais simples... tentar galgar tudo o que seja mais complexo... e principalmente, nascer no tempo de morrer...!

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

permite


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"...imaginar-te apenas que num qualquer momento do dia de hoje eu te dou um abraço com ternura…"

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

flutuar

"...há alturas na vida em que penso na hipótese de poder voar... tal como nos meus sonhos tão belos e recorrentes... sensação tão suave e deliciosa porque tão real; a realidade que o sonho nos dá e nos proporciona vivenciar algo que nunca vivemos... há uma sensação de levitação na vertical e o meu corpo sobe; depois, paira sobre tudo o que me rodeia; segue-se um voltear sobre mim mesmo e então deitado de bruços e de braços abertos o meu corpo plana sobre as ruas, as árvores, os campos, os terraços... lentamente, sem nunca ter havido algo de diferente nesses meus sonhos, o corpo volta à terra na mesma posição vertical em que iniciou a levitação... é algo incomparável pois não conheço coisa que se lhe assemelhe... hoje, esta noite, não tive nenhum desses sonhos mas ao olhar para esta minha rosa, lembrei-me do seu aroma, do leve cheiro que se evola no ar, no mesmo ar em que eu às vezes me sinto a flutuar..."

terça-feira, 13 de setembro de 2005

postar

“…não escrevo para ti nem para mim, nem para vós nem para quem quer que seja… escrevo para uma cor branca onde vejo estas letras serem desenhadas… não espero o que quer que seja delas nem tão pouco anseio pelo fim da própria escrita… são apenas os dedos que batem aqui e ali ou acolá, nestas teclas pretas que sinto vibrarem dentro de mim, sim, as teclas é que vibram dentro de mim porque elas representam palavras, sentimentos para sentir, gritos para silenciar, silêncios para gritar, lágrimas para secar ou mesmo sorrisos para brilhar nos lábios de quem escreve ou de quem lê… não espero nada de quem as vê… um pálido correr da visão pelas letras que formam esta mera ilusão de escrever quando não se sabe o que dizer… mas são palavras que estavam dentro de mim… já não estão… já não são minhas… são meras letras espalhadas pelo ecrã deste monitor… letras de prazer mas também de dor… o dilema, sempre o dilema do escritor…”

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

requiem


"...quando eu morrer, enterrem-me sob um campo de rosas... deixem que meu corpo se desfaça no aroma que elas exalam... deixem que meu espírito se misture nas cores que sempre me encantaram, num doce bailar de êxtase e delírio... deixem que sinta a certeza da doçura e da leveza da textura fazer parte do meu último ser e estar neste pedaço... que a sua sombra me embale na viagem para junto das estrelas... enterrem-me sob um campo de rosas, sejam elas brancas, douradas, vermelhas ou cor de rosas... deixem-me sentir a beleza uma última vez..."

sábado, 10 de setembro de 2005

jantar do Murcon


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"...este era o centro da mesa durante o evento realizado hoje e que ficou conhecido pelo jantar do murcon já que o mesmo surgiu da vontade dos participantes do blog pertença do Prof. Júlio Machado Vaz; porém, foram as pessoas que lá estiveram, as tais pessoas bonitas (como eu lhes costumo chamar) que iluminaram o encontro e deram ao mesmo aquilo a que já nos começámos a habituar, o sentido da pura e simples amizade que vai para além deste tremendo mundo virtual... a minha gratidão pessoal a todos por me terem feito sentir parte do todo..."

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

porque

...realmente eu amo esta...
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quinta-feira, 8 de setembro de 2005

setembro

...deixem as folhas viverem...
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quarta-feira, 7 de setembro de 2005

ovelha


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...apenas uma rocha no Cabo da Roca... (parece uma ovelha)...

domingo, 4 de setembro de 2005

ouro


...quase ou mesmo nada possuo... porém, quase sempre, o meu oeste me brinda com beleza e isso me basta... é isso que hoje vos posso oferecer: o meu dourado fim de tarde...

sábado, 3 de setembro de 2005

emoções

"...Com tanta impulsividade, tanta forma diferente de se ser e de se estar... onde está, afinal, o que nos atrai numa pessoa?... Onde estão os "doces" que julgámos ver?... Onde está a ternura?... O gesto?... A fala?... O carinho?... Ficamos a pensar que nos podemos enganar... Serão assim tão diferentes?... Terão apenas essas formas de se ser e de se estar quando o objecto é outro que não nós mesmos?... Ser-se digno de um amor não é mesurável nem previsivel... Porque o amor constrói-se momento a momento e de uma forma muito simples: encontrando as formas diferentes de se ser e de se estar como desafios a vencer e, etapa a etapa, ir aceitando essa mesma diferença... e, os enganos, não existem mas mesmo que eles possam ser reais, aprende-se a dissipar a neblina e procura-se ver para além dela o que ela mesma esconde... e, às vezes, o segredo está num simples sorriso..."

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

graal

"...todos procuram uma luz ao fundo do túnel..."
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quinta-feira, 1 de setembro de 2005

planar

"...acordei nas asas dos teus sonhos e mirei-me nas águas tranquilas do teu mar... senti-me afagado pela ternura dos teus olhos e deixei-me planar no aroma do teu beijo... voei forte do meu norte para o teu colo e sorri vendo teus braços abertos numa espera sedenta de vida... afoguei-me em ti e deixei-me morrer no teu sentir..."

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

acabou

o relax, o fim das férias, o bem-bom... agora, toca a trabalhar...
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terça-feira, 30 de agosto de 2005

pertencer

"...sentir que somos ou fazemos parte de um todo ou de parte de alguém... sentir que somos ou fazemos parte de um pouco que é também nossa parte e que resta a nosso lado como se de nós mesmos se tratasse... sentir que não estamos sós nem pretendemos que a outra parte de nós se sinta só, sem a nossa presença... sentir que estamos lá e somos aqui ao mesmo tempo, sem divisão de tempos nem de espaços... sentir que não há, em lado algum, duas partes que não possam formar uma só entidade... sentir que sentimos o mesmo que a outra parte sente... isso é o ser e o estar, a forma mais pura de se ser um ser vivo que ama e deseja ser amado..."

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

seus escravos

...trabalhem que é essa a vossa obrigação; eu, vou descansar!...
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domingo, 28 de agosto de 2005

desejo

"...desejava estar aí, a teu lado, a olhar-te, a sentir os teus lábios, a ouvir o teu respirar, e penetrar o teu ser e a ser parte dele e tu parte de mim... desejava sentir o calor da tua pele junto à minha num esgar de loucura e de procura da sanidade... permitir sorrir onde houvesse uma face... permitir ver onde houvesse um olhar... permitir sentir onde houvesse um abraço... desejava ser o próprio desejo e não apenas desejar..."

sábado, 27 de agosto de 2005

camoniano


"...o meu Black, desde que lhe extrairam o olhito esquerdo, ficou assim, mais triste, mais sereno; porém, não deixa de me acompanhar nas minhas caminhadas; apenas tem necessidade de voltar mais vezes o focinho todo para a esquerda para me visionar quando caminha a meu lado; todavia, sinto-o mais deprimido, mais caseiro, já não tão vivo como era há uns meses atrás; agora, na brincadeira saudável, chamo-lhe "Camões" apesar de não saber poesia... mas sabe outra coisa, sabe o que é a amizade, a ternura e a alegria que sente quando todos os seus amigos humanos lhe dedicam um chamamento, uma carícia, um falar com ele... toda a gente das minhas redondezas conhece o Black e eu olho para a grande maioria dessas pessoas e eu não as conheço... coisas que não se explicam... aceitam-se com um sorriso..."

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

nova alma

“…É este o momento... Somos convidados a passar do namoro para o amor, do romance para o verdadeiro amor, de relações que são uma iniciativa da personalidade para uniões iluminadas pela Alma... Somos instados a amadurecer na nossa verdadeira totalidade, como seres humanos que são de facto Almas divinas eternas, e somos convidados a fazê-lo numa relação... A mesma jornada que iniciámos como personalidades, pede-nos que terminemos como Almas... Isto significa muitas coisas:
Primeirodesistir da ideia de que a relação será perfeita;
Segundomuito provavelmente, ter mais do que uma relação significativa na vida;
Terceirodesligarmo-nos das formas que conhecemos anteriormente;
Quartoamar mais, de maneiras diferentes, com uma convergência talvez menos pessoal e seguramente menos auto envolvente;
Quinto actuar segundo princípios espirituais em cada dia nas nossas relações
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(From: Daphne Rose Kingma)

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

alma


"...Vou tentar terminar este mês de Agosto com um olhar para tudo o que ficou, para tudo o que já faz parte de mim, para tudo o que existe, para tudo o que ainda é, para tudo o que virá, para tudo o que não é passado, nem presente, nem futuro, mas sim para tudo o que será o devir!..."

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

dream


...have fun in the fantasy land and let the dream fly...

terça-feira, 23 de agosto de 2005

corporizar

"... Não existe o teu corpo... Mas estás aqui... Não olho teus olhos... Mas te leio a alma... Não toco nos teus cabelos... Mas me envolvo neles... Não te sinto palpitar... Mas te oiço respirar... É um som leve... Lento mas ritmado... Quente... Arfado... Dolente... Não existe o teu corpo... Mas estás aqui... Bem perto de mim... É algo que não tem fim... Como olvidar... Como deixar de te amar... Pergunta que me enlouquece... Desígnios divinos que questiono... E morro lentamente... Neste corpo dormente... Que não vive... Mas sente..."

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

pecado


...pelo pecado da gula de certeza que não vou para o céu...

domingo, 21 de agosto de 2005

descanso

...hoje segui o exemplo do Black e do Kiko: passei o dia estirado (não ao Sol) a descansar... (e, sonhei, sonhei baixinho, como quem não quer a coisa mas a deseja muito)... foi bom...

sábado, 20 de agosto de 2005

kika


...é a foto esbatida da gata que em 1995 dormia todas as noites por cima da minha cabeça, aninhada na cabeceira do sofá cama onde eu adormecia com o seu suave e meigo ronronar...

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

ovo


...ensaio "oftal-gráfico" sobre uma lâmpada oval...

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

terra

"...por vezes (em alguns casos, em muitas vezes...) sentimo-nos perdidos no meio do oceano da vida... um mar encapelado com ondas gigantescas e onde não divisamos terra; somente água, água e mais água... caímos no seu seio e (por vezes) sentimo-nos a afogar... vamos retendo a respiração para sentirmos a leveza da água percorrer o corpo enquanto caímos no abismo... mas, sempre no derradeiro momento, os pulmões soltam uma lufada forte e voltamos a sentir o ar, ora frio, ora quente, reentrar nos nossos pulmões... é nesses momentos que divisamos terra, ou o chamado porto seguro... mas, na verdade, nunca sabemos se ele existe ou onde ele está; sabemos apenas que ele está lá à nossa espera... e de uma coisa não temos mesmo a menor dúvida: como desejamos tanto esse pedaço de terra!..."

terça-feira, 16 de agosto de 2005

perfume


...não está comigo, mas aqui me entrego arroubado...

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

lisboa


...sol abrasador... e, 33 graus à sombra...

domingo, 14 de agosto de 2005

desejo

...um bom fim de semana para todos (no mínimo, que seja idêntico ao que desejei para mim)...

sábado, 13 de agosto de 2005

vasco


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...meu primeiro neto, que hoje faz 11 anos; deixo-te aqui um abraço muito apertado e um beijo com um voto de muitas felicidades e que o futuro te sorria como tu mesmo sorris nesta pose...